Salário de R$ 1.000 passará para R$ 510
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação/SC (Sintesc) informa que em diversos municípios do Estado estão acontecendo mobilizações de merendeiras, contra a terceirização da merenda escolar servida nas escolas estaduais.
Em entrevista exclusiva ao Jornalismo da Rádio Cidade, Danilo Ledra, que é um dos membros da diretoria do sindicato, disse que a principal reclamação das merendeiras é sobre os baixos salários que serão pagos a partir da terceirização.
Com a contratação pelas empresas que irão administrar a terceirização da merenda escolar no Estado, elas irão ganhar apenas 510 reais. Ledra revelou que uma merendeira, dependendo da época de contratação, atualmente ganha em média um salário mínimo e meio por mês. As mais antigas, de acordo com ele, ganham até dois salários mínimos mensais.
O Sintesc entende que esta situação é ilegal, pois as merendeiras irão continuar trabalhando na mesma função, no mesmo local de trabalho e com a mesma quantidade de horas trabalhadas. O que mudará é apenas o patrão.
Danilo também informou que o Sintesc, por falta de documentos, não conseguiu entrar com a ação popular junto ao Ministério Público Estadual solicitando o cancelamento do processo seletivo para ACTs. Segundo ele, o departamento jurídico do sindicato deverá entrar com a ação na semana que vem.


